A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes apresentou nesta quinta-feira (17/5) o modelo para a regulamentação do Programa Bike SP. Aprovada em 2016, a lei do vereador Police Neto concede créditos para incentivar o uso da bicicleta na cidade e deve ser colocada em prática nos próximos meses. André Castro, assessor da secretaria, e Fernando De Caires, assessor da SPTrans, participaram do Meetup Hack’n Bike, encontro preparatório para a maratona de desenvolvimento de sistemas de operação e controle do Bike SP. Marcada para os dias 26 e 27 de maio, a Hack’n Bike vai oferecer R$ 19 mil em prêmios para os melhores trabalhos. “Precisamos tirar do papel um benefício que já completou um ano. A cidade tem uma dívida com o ciclista e nossa ideia é ajudar a acelerar esse processo com o desenvolvimento dos sistemas”, disse Police Neto. “O Bike SP estimula o uso da bicicleta sem gerar novos custos para a cidade.”

Dezenas de pessoas, entre programadores, ciclistas, empresários e especialistas em mobilidade urbana se reuniram no MobiLab para discutir os desafios de implantação do Bike SP e trazer ideias para os sistemas. Além da equipe da Secretaria de Mobilidade e Transportes, falaram sobre a lei e o impacto positivo das bicicletas na capital paulista o vereador Police Neto, Daniel Moral, sócio do Eureka Coworking e do Bike Ajuda, Ariel Lambrecht, cofundador da Yellow, Maurício Villar, diretor de operações da Tembici e Jairo Iglesias, desenvolvedor e um dos criadores do aplicativo Kinematics.

A legislação prevê o repasse do subsídio pago pela Prefeitura para viagens na rede de transportes com o Bilhete Único – R$ 2,66, em média, por passagem  ­– para quem trocar o ônibus ou carro, por exemplo, pela bicicleta. Segundo André Castro e Fernando De Caires, a proposta de regulamentação prevê a definição de um percurso mínimo como referência para a concessão do crédito. A distância considerada nos estudos até o momento é de três quilômetros, mas a quilometragem exata será determinada em portaria, o que permitirá ajustes de acordo com a implantação do programa. O mesmo vale para os modais – os tipos de meio de transporte integrados ao Bilhete Único – a serem contemplados no Bike SP. O dia da semana e horário em que o usuário pedalou em vez de pegar ônibus ou outro modal também será considerado no cálculo do crédito. Assim, por exemplo, o crédito pode ser maior em dias úteis e horários de pico para ajudar a desafogar o trânsito paulistano.

O ciclista poderá receber, no máximo, o equivalente a dois créditos por dia, mas sempre serão considerados os deslocamentos com mais impacto positivo para a mobilidade urbana. Ou seja, se o ciclista usou a bicicleta em quatro viagens no mesmo dia, vai receber por duas, sempre de acordo com o cálculo que o favoreça mais, levando em conta a distância do percurso e o horário em que foi realizado. O Bike SP será operado com duas plataformas, uma que valide as viagens e outra de gerenciamento dos créditos. O objetivo da Hack’n Bike é justamente propor sistemas para compor essas plataformas, que serão admitidas pela secretaria por meio de credenciamento. A opção sobre qual sistema adotar será do ciclista. Esse já é o modelo adotado para o compartilhamento de bicicletas na cidade, que, hoje, tem cinco empresas credenciadas, como Yellow, Tembici e Trunfo.

Para participar do Bike SP, o ciclista terá de fazer um cadastramento e informar os percursos em que pretende substituir o transporte automotor pela bicicleta. Os créditos ficam computados no Bilhete Único ­– que poderá se chamar Bilhete da Mobilidade – e serão utilizados em diversos serviços, como de compartilhamento de bicicletas e oficina de reparos.

Para participar do Hack’n Bike, faça sua pré-inscrição: https://app.shawee.io/hackathon/hackn-bike

 

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