O Metrô paulista divulgou, nesta quarta-feira (3/7), a Pesquisa Origem Destino 2017, que tem como objetivo compreender como se dá a mobilidade urbana na capital e cidades adjacentes. Realizada a cada 10 anos desde 1967, o levantamento ouviu mais de 156 mil pessoas nos 39 municípios que formam a região metropolitana de São Paulo e constatou que, em comparação com 2007, houve aumento nas viagens diárias por bicicleta, a pé e por aplicativos.

A pesquisa mostra que houve incremento de 24% no número de viagens por bicicleta, o que representa um salto de 304 mil para 377 mil viagens diárias. De acordo com a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), 50,9% dos usuários disseram optar por este modal por conta das curtas distâncias de deslocamento. Entre as possíveis razões para escolha das bicicletas na pesquisa estavam condução cara, ponto/estação distantes, demora para passar a condução, viagem demorada, condução lotada, atividade física e outros motivos. 

As viagens a pé também apresentaram aumento. Enquanto em 2007 os deslocamentos diários a pé representavam 12,6 milhões, em 2017 o número saltou para 12,9 milhões. Essa modalidade é a segunda mais utilizada pelas pessoas, ao lado dos veículos particulares. Vale mencionar, contudo, que a Pesquisa OD não avalia os trajetos a pé que complementam outros modais, como por exemplo uma viagem iniciada por carro que termina com o usuário caminhando até seu ponto de destino.

Estudos complementares indicam que o percentual das viagens a pé é superior aos resultados obtidos na pesquisa OD, se contemplados os deslocamentos realizados com outra modalidade. A ANTP, por exemplo, já verificou que, em São Paulo, 41% do total de viagens incluem o transporte a pé, como acontece nos casos de primeira e última milhas.

Analisando os dados pelo viés da mobilidade ativa, isto é, se somadas as viagens feitas por bicicleta aos deslocamentos a pé, o resultado supera as modalidades motorizadas, chegando a 13,3 milhões de viagens diárias no total.

Já com relação à quantidade de viagens feitas por táxis e carros via aplicativos, o levantamento aponta um crescimento exponencial de 424% com relação à década anterior. Em 2017, das mais de 475 mil viagens feitas por estes veículos, 362,4 mil foram realizadas por aplicativos. Os deslocamentos por táxi convencional marcaram 112,9 mil, 24,5% a mais que 2007.

Coletivos lideram deslocamentos

Os ônibus, trens e metrôs continuam sendo a preferência dos paulistas na hora de se locomoverem. De acordo com os dados levantados, 15,3 milhões de viagens diárias são feitas nesses tipos de veículos. Em 2007, o número era 13,9 milhões, um aumento de 10,07%, portanto.

Novo horário de pico

O levantamento também deixa evidente uma mudança no horário de pico: se até 2007 a maior concentração de viagens acontecia no período da manhã, com mais de 4,5 milhões de viagens diárias, em 2017 é o período do meio-dia que concentra a maior quantidade de viagens: 5,2 milhões, número 30% maior que da última apuração.

A pesquisa OD foi realizada em um intervalo de 11 meses e as entrevistas foram feitas em domicílios, rodovias, aeroportos e terminais rodoviários.

Capital

Exclusivamente na cidade de São Paulo, as viagens por transportes coletivos representam 40,18% do total de deslocamentos diários e os meios individuais 28,81%. A pé o número é de 29,92%, por bicicleta 0,83% e outros 0,26%.

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