A Avenida Rebouças está prestes a mudar de cara. Foram anos e anos de esvaziamento, com casas abandonadas e depredadas ou simplesmente fechadas, à espera de inquilino. Mas, já nos próximos meses, a avenida vai receber cerca de 2 mil apartamentos e salas comerciais. O incentivo para renovar as construções ali vem da Prefeitura de São Paulo, que estabeleceu no Plano Diretor de 2014 uma série de benefícios às construtoras que erguerem prédios em vias adjacentes a sistemas de transportes na Zona de Estruturação Urbana. A região tem baixa densidade demográfica e uma boa oferta de transporte público, 3 estações de metrô e corredor de ônibus próximos.

A renovação, tema de capa da revista Veja SP, representa um cenário bem diferente daquele identificado pela mesma revista em reportagem do ano passado. À época, dois fatores foram apontados como razão para o abandono dos imóveis na Rebouças: a crise econômica que começou em 2014, atingindo fortemente o mercado imobiliário e o Túnel Fernando Vieira de Mello que, quando inaugurado, aumentou o fluxo de carros, desvalorizando os imóveis. Para o vereador José Police Neto, mesmo com o avanço para renovar a Rebouças, ainda há trabalho a ser feito. Alguns trechos da via acabaram ficando de fora, entre a Avenida Faria Lima e a Rua Estados Unidos, nos Jardins, onde o tombamento restringe edificações maiores e permite apenas o uso unifamiliar, ou seja, impede, por exemplo, a subdivisão de um casarão em duas unidades de moradia. “O novo desafio agora é reordenar o setor adormecido pelo tombamento, que é fundamental para dar vida residencial e familiar à região mais plana”, diz Police. A reportagem registra ainda o projeto Caminhar Pinheiros, parceria do Coletivo Pinheiros com o Poder Público. “Na vizinha Rua dos Pinheiros, um grupo de empresários quer aproveitar a onda de renovação e promover uma readequação no sistema viário, instalando bancos, eliminando vagas de estacionamento, ampliando as áreas livres das calçadas e facilitando a travessia dos pedestres. ‘Estamos conversando com a prefeitura para que a rua vire um grande bulevar, com floreiras e espaço para estacionamento de bicicletas, mas sempre respeitando os carros que ali trafegam e os proprietários dos imóveis vizinhos’, diz o arquiteto Marcos Boldarini, um dos responsáveis pelo projeto piloto, que será instalado entre as ruas Joaquim Antunes e Cônego Eugênio Leite. A iniciativa será bancada por uma empresa privada, que doará oito áreas de conforto (sofás, pufes e vasos) e as tintas para a nova sinalização.”

Police foi um dos articuladores do projeto junto ao Coletivo Pinheiros, a Subprefeitura de Pinheiros e a CET. A iniciativa tem o apoio da Iniciativa Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito e patrocínio da 99. A intervenção temporária está prevista inicialmente para 5/11 a 10/12, mas o objetivo final é torná-la permanente, dependendo da avaliação da comunidade.

Leia a reportagem da Veja SP
Saiba mais sobre o Caminhar Pinheiros

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Comentários
  • Walkiria Toledo Veiga Schwab
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    Excelente iniciativa para evitar ainda mais a degradação dessa avenida tão importante. Havia notado mesmo várias casas sendo demolidas e com informações que ali seria mais um empreendimento. Parabéns pela iniciativa e sucesso nessa realização.

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