O prefeito Bruno Covas participou de um cadeiraço, nesta quarta-feira (30/5), ao lado de dezenas de pessoas com deficiência. Convocada como parte das ações do Maio Amarelo, mês de conscientização para a segurança no trânsito, o objetivo da passeata de cadeirantes era demonstrar as dificuldades que eles enfrentam para circular pela cidade, como calçadas esburacadas e estreitas. Acompanhado dos secretários da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, e de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Machado Neto, o grupo fez um percurso de cerca de meia hora perto do prédio da Prefeitura. Alinhado com a Lei Brasileira de Inclusão, o Estatuto do Pedestre prevê adequação de calçadas e do tempo de travessia nos semáforos, entre outras medidas, para garantir acessibilidade às pessoas com deficiência.

 

De autoria do vereador Police Neto, a lei que cria o estatuto coloca o pedestre como centro das políticas de mobilidade urbana em São Paulo. Apesar de a Prefeitura ainda não ter regulamentado a legislação, sancionada em junho do ano passado, a administração municipal tem realizado diversas obras segundo os princípios do estatuto. É o caso das melhorias viárias previstas para a Avenida São Miguel Paulista, na zona leste, uma das recordistas da cidade em  mortes por atropelamento. Quase R$ 4 milhões serão investidos na adequação das vias para  garantir a implantação da chamada Zona Segura para o Pedestre, com velocidade máxima de 40 Km/h para os veículos.

 

“Temos 1/3 da população circulando exclusivamente a pé”, diz o vereador Police Neto. “O Estatuto do Pedestre explicitou a obrigação de o Executivo ter programas consistentes para garantir qualidade e segurança para a maior parte da população, pois ela circula a pé!”

 

Police Neto lutou para garantir esta e outras intervenções, como a instalação de rotatórias verdes na Vila Nova Conceição, de faixas de pedestre em escolas do Ipiranga, construção de calçada na Praça Túlio Fontoura (Vila Mariana), reurbanização da rua Guaicuí (Baixo Pinheiros) e da Avenida Santa Catarina (Jabaquara), execução de plano de acalmamento viário da Vila Madalena, padronização de calçadas e iluminação na avenida 19 de Janeiro (Vila Carrão) e reforma e requalificação de calçadas de equipamentos públicos nos Campos Elíseos. Entre ações para educação no trânsito ligadas ao estatuto do pedestre e emendas parlamentares, o vereador destinou mais de R$ 6,5 milhões do Orçamento desde 2017 para aplicar o estatuto.

 

Pelo menos 4 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo realizam seus deslocamentos exclusivamente a pé. A partir da regulamentação do Estatuto do Pedestre, ações para melhoria da mobilidade a pé ganha recursos do Fundurb e de Operações Urbanas, por exemplo, que vão financiar obras de iluminação e adequação de calçadas e faixas de travessia, rede de sinalização para o pedestre e a criação de um sistema de informações sobre a mobilidade a pé, ferramenta essencial para o planejamento de políticas públicas adequadas aos objetivos do estatuto.

Deixe um Comentário

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar